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Operação Padrinho prende 72 pessoas e mira cúpula de facção criminosa em Santa Maria

novembro 4, 2026

11:20 am

A Operação Padrinho foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (04) em Santa Maria. Foto: SM24Horas

A Polícia Civil deflagrou a Operação Padrinho, em Santa Maria, na manhã desta quarta-feira (4), com o objetivo de desarticular uma organização criminosa com atuação na região e no sistema prisional.

Ao todo, 72 pessoas foram presas no município. Desse total, 35 foram capturadas nas ruas, enquanto as demais já estavam recolhidas ao sistema prisional.

Segundo o delegado Adriano de Rossi, titular da Delegacia de Homicídios e coordenador da operação, as prisões foram realizadas principalmente nos bairros Nova Santa Marta, Salgado Filho e Divina Providência.

A investigação começou em agosto de 2025, a partir da apuração de um homicídio qualificado que aconteceu no bairro Nova Santa Marta.

O líder da facção, vulgo Padrinho, está recolhido na Penitenciária Estadual de Santa Maria (PESM).

Operação prendeu 72 pessoas nesta quarta-feira (04). Foto: PC/Divulgação

Investigação iniciou após homicídio no bairro Nova Santa Marta

A investigação iniciou no dia 13 de agosto de 2025, após um homicídio qualificado no bairro Nova Santa Marta, em Santa Maria. Na ocasião, a vítima foi xecutada com 15 disparos de calibre 9mm em frente à sua residência.

A partir da análise da rota de fuga dos atiradores, a apuração identificou o envolvimento da facção criminosa Primeiro Comando de Santa Maria (PCS). A execução teria sido  uma ordem direta da cúpula da organização.

Conforme a DPHPP, a motivação do crime surgiu de um conflito anterior dos criminosos que resultou na promessa de que a disputa seria resolvida “na rua”, o que resultou no assassinato da vítima horas depois.

“Tendo em vista tratar-se da facção criminosa que mais cometeu assassinatos ao longo daquele ano, desarticular definitivamente sua cadeia de comando tornou-se o objetivo primordial da investigação. O avanço das diligências revelou a existência de uma organização criminosa de alta complexidade, alicerçada em uma rígida hierarquia, divisão de tarefas e vinculação orgânica com uma macrofacção de alcance estadual”, ressaltou o delegado Adriano de Rossi.

A ofensiva foi batizada como “Padrinho” em referência direta à forma submissa e reverencial com que o líder máximo da estrutura era tratado por seus subordinados. Segundo a polícia,  essa liderança conduzia a organização com letalidade implacável, determinando o extermínio de concorrentes e supostos informantes.