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Deputado Valdeci cobra punição de responsáveis por “listas de boicote”

outubro 29, 2026

10:00 am

Valdeci destaca, ainda, que tais 'listas' estão sendo elaboradas em vários estados. Foto: Divulgação

O deputado estadual Valdeci Oliveira criticou o movimento realizado por apoiadores do candidato derrotado na eleição presidencial do último domingo, Flávio Bolsonaro, que estão promovendo ‘listas de boicote’ a comerciantes que supostamente teriam votado no presidente Lula, à contratação de profissionais liberais por conta do mesmo motivo e defendendo a demissão de trabalhadores que teriam escolhido o 13 no lugar do 22.

“Isso é inadmissível numa democracia. Querer obrigar as pessoas a terem um pensamento único, como estão fazendo, é coisa de ditadura, justamente o que essas mesmas pessoas, que se autointitulam patriotas, defenderam não faz muito tempo. Que fique claro: o que eles estão fazendo é considerado um crime”, enfatizou Valdeci, eleito para a Câmara Federal e atual presidente do PT gaúcho.

O líder do governo na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta, anunciou que o executivo federal está entrando com uma representação junto ao Ministério Público e à Polícia Federal para averiguação dos casos, que têm demonstrado se tratar de ações orquestradas e organizadas.

Valdeci destaca, ainda, que tais ‘listas’ estão sendo elaboradas em vários estados e divulgadas ou compartilhadas principalmente por parlamentares do PL e influenciadores de extrema direita que contam com grande engajamento nas redes sociais.

“Trata-se de uma postura mesquinha e que deixa claro a total falta de humanidade e civilidade. Desde que o TSE promulgou o vencedor do pleito, esse tipo de postura também está resultando em atropelamentos, espancamentos e pedradas. O que era para ser uma festa democrática se converteu em violência política. A sociedade brasileira precisa urgentemente repudiar este tipo de ação”, defende Valdeci.

De acordo com o dirigente petista, os relatos que têm chegado incluem casos de assédio moral, racismo, apologia ao nazismo e ameaças de médicos por conta da opção política dos pacientes.